Curioso e reflexivo esse texto que recebi por emeio. Consta que é de autoria de Celso Lungaretti.
ESTUDO CONCLUI: FAXINEIROS DE HOSPITAIS SÃO ÚTEIS;
EXECUTIVOS DE BANCOS, NÃO.
Por Celso Lungaretti
Deu na BBC que, segundo estudo do instituto de pesquisas britânico New Economics Foundation, faxineiros de hospitais são muito úteis para a sociedade, ao contrário dos funcionários de alto escalão dos bancos, altamente nocivos.
Os primeiros, trabalhadores produtivos e necessários, geram R$ 30 de valor para cada R$ 3 que lhes são pagos.
Os parasitários executivos das casas de agiotagem modernas, com vencimentos mensais superiores a R$ 1 milhão, destróem R$ 21 para cada R$ 3 que ganham -- levando-se em conta os danos que a categoria causou para a economia global na recente crise capitalista.
Sem tantos e tão requintados modelos estatísticos, o grande Bertold Brecht chegou à mesma conclusão oito décadas atrás, quando indagou o que importava o roubo de um banco diante do crime inominável de fundar-se um banco.
Outras conclusões do estudo, segundo a notícia da BBC: altos executivos de agências de publicidade criam estresse, porque são responsáveis por campanhas que geram insatisfação e infelicidade, além de encorajar consumo excessivo.
Contadores prejudicam o país ao criar esquemas para diminuir a quantidade de dinheiro disponível para o governo.
Como diria Nelson Rodrigues, isso tudo não passa do óbvio ululante.
Ingenuamente, a porta-voz da fundação, Eilis Lawlor, conclui: "Faixas salariais com frequência não refletem o valor real que está sendo gerado.
Enquanto sociedades, precisamos de uma estrutura de pagamentos que recompense os trabalhos que geram mais benefícios para a sociedade, não aqueles que geram lucro às custas da sociedade e do meio ambiente".
Quando ela fala em "estrutura de pagamentos", subentende capitalismo. E, sob o capitalismo, o foco jamais será a geração de benefícios para a sociedade, mas sim a geração de lucros para uma minoria, cause os danos que causar à sociedade e o meio ambiente.
Está mais do que na hora de mudarmos tal foco, passando a priorizar o bem comum, não os privilégios individuais/grupais; a cooperação, não a competição; o despreendimento, não a ganância; a solidariedade, não o exclusivismo; a coexistência harmoniosa com o meio ambiente, não os interesses econômicos.
Não dá para se melhorar o capitalismo nos detalhes. Ou acabamos com ele ou ele acaba conosco, via aquecimento global e esgotamento dos recursos naturais dos quais depende a sobrevivência da espécie humana.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O que é mais importante
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Caminhos cruzados
Chico Mendes encontrou Che Guevara no bar
Fonte: Futepoca
http://www.futepoca.com.br/2008/11/chico-mendes-encontrou-che-guevara-no.html
Não, caro leitor, o título acima não é fruto de nenhum delírio ou ressaca mal curada. Pesquisando e realizando entrevistas para um material que será publicado na revista Fórum, em razão dos vinte anos da morte de Chico Mendes, surge uma revelação fantástica: o líder seringueiro encontrou um dos ícones da esquerda mundial em um estabelecimento etílico.
Após ter tido participação decisiva na Revolução Cubana, Che Guevara queria "exportar" o modelo para outros países. Teria mirado a Bolívia como um dos seus alvos mas, com a CIA no seu encalço, escolheu caminhos tortuosos para chegar ao país, daí sua estada no Acre. Não são poucos os acreanos que afirmam terem cruzado com Guevara, que teria abordado algumas pessoas para chegar até a fronteira com o país vizinho. E o encontro com Chico, narrado pelo próprio ao professor Pedro Vicente em história confirmada pelo jornalista Élson Martins, se deu desta forma:
"Naquele momento se falava no Guevara, mas eu não conhecia. Nunca havia visto seu retrato nos jornais, até porque não tinha nem revistas ou jornais no seringal. Tinha ouvido seu nome através da Rádio Central de Moscou, não me recordo bem o ano, creio ter sido nos meados de 65 ou 66, eu estava caminhando do seringal para a cidade. As pessoas costumavam fazer longas caminhadas pela BR-317, na estrada velha, em direção a Brasiléia ou a Xapuri. Passava muita gente. Eu estava cansado e parei no bar, no entroncamento, a 12 quilômetros de Xapuri. Naquele instante chegou um cidadão vindo das bandas de Rio Branco.
Che entrou na Bolívia como Ramón Benítez, comerciante uruguaio
Já no quarto do Hotel Copacabana, em La Paz, fez esse auto-retrato
9/10/67: Félix Rodríguez, da CIA, posa com Che em sua última foto vivo
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Tupamaros
História longa, mas de agradável leitura e recompensadora ideologicamente. Texto do dia 9 de dezembro, escrito por Cynara Menezes de Montevideo para o saite da revista Carta Capital.
Pepe tecnológico
Chovia e ventava tão forte na noite do domingo 29 em Montevidéu que mal o presidente eleito pela Frente Ampla José “Pepe” Mujica fez o discurso da vitória e a cobertura do palanque voou para longe. Se os novos ventos que sopram no Uruguai serão de fato alvissareiros, só se saberá a partir de março, mas é possível prever que anunciam tempos distintos. Comparado a Lula e a Hugo Chávez, na verdade nunca houve um presidente na América do Sul como Pepe Mujica.
Apenas dois dias depois da eleição, a primeira-dama, Lucía Topolansky, declarava que o casal presidencial não se mudará para a residência oficial de Suárez e que continuará a viver em uma chácara na periferia rural da capital uruguaia, ao lado de seus cães – entre eles, a cadelinha coxa Manuela, que se tornou celebridade durante a campanha por ter sido alcunhada pelo dono de “cachorra política”. Manuela, vira-lata de pelo negro e pata dianteira esquerda amputada, era levada até para comícios e carreatas. O casal não teve filhos.
Ninguém duvida que os Mujica são políticos únicos. Os uruguaios que arranham o português não se cansam de definir o novo presidente do país como “uma figura”. E chamar Lucía de primeira-dama chega a ser ofensivo. Senadora, Topolansky foi, como Mujica, guerrilheira tupamaro, e também como ele ficou encarcerada durante longos treze anos. Com a vitória do marido, declarou que seguirá no Parlamento e só se aproximará do Executivo para tomar chimarrão.
Aos 74 anos, Pepe Mujica é um sobrevivente da ditadura que a história tratou de recolocar em evidência. Podia estar morto se as ações espetaculares das quais participou tivessem ocorrido na Argentina. Estudante de Ciências Humanas e vendedor de flores na juventude, abandonou tudo para se unir aos guerrilheiros do MLN-T (Movimento de Libertação Nacional – Tupamaros), organização que reunia militantes socialistas, maoístas e anarquistas e que se definiria ideologicamente como marxista. Participou de vários assaltos, sequestros e da célebre ocupação de Pando, em 1969, quando guerrilheiros tupamaros tomaram a cidade a 32 quilômetros de Montevidéu e levaram 400 mil dólares dos bancos locais.
Em março de 1970, estava no bar La Vía – o mesmo ao qual se dirigiu na noite da vitória para saudar seus velhos companheiros – quando chegou uma patrulha policial e começou o tiroteio. Mujica recebeu seis tiros, passou três meses no hospital e de lá foi levado à penitenciária de Punta Carretas, de onde fugiu algumas vezes, sempre recapturado. Passou dois anos em um poço subterrâneo, sem nenhum contato exterior, e nos primeiros meses com as mãos atadas por arames. Conta que chorou ao voltar a ver a luz do dia. Saiu da prisão definitivamente em 1985, “mais socialista do que antes”.
Com a restauração da democracia no Uruguai, tornou-se o primeiro tupamaro a se eleger deputado, em 1995. Em 2000, chegaria ao Senado. Com a eleição à Presidência de Tabaré Vázquez, em 2004, foi nomeado ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca. Lucía, que era sua suplente, assumiria a cadeira do marido no Parlamento. O casal, cuja convivência iniciou em 1972, só oficializou a relação recentemente, em 2005, na cozinha da chácara em Rincón del Cerro, diante de quatro testemunhas. Será preciso reforçar as cercas rústicas da chácara para torná-la residência oficial do presidente, mas não é costume no Uruguai tanta liturgia no cargo como se montou no Brasil em torno dos governantes.
A ideia de Lucía Topolansky é transformar a residência de Suárez, que Tabaré tampouco utilizou para viver, na sede da Agência de Ciência, Tecnologia e Inovação. O ex-guerrilheiro plantador de flores e acelgas, e que pessoalmente abomina os computadores, sonha transformar o pequeno país de 3,2 milhões de habitantes em uma potência biotecnológica que em vez de exportar carne, exporte o conhecimento que tornou possível aos uruguaios, por exemplo, terem aumento de produção sem ampliar o rebanho. Que em lugar de vender novilhos, venda sêmen. Em suma, fazer do Uruguai uma nação “agrointeligente”.
Mujica aposta não só na educação como numa nova orientação vocacional voltada à especialização em biologia, o que possibilitará o desenvolvimento de vacinas, defensivos orgânicos e insumos de maneira geral para exportação. Pretende atrair os grandes laboratórios a se instalar no Uruguai, “a maior reserva agrícola do mundo”, pela criação de uma zona franca tecnológica. Com a exigência de que 90% do pessoal seja contratado no país, para impedir o êxodo de pesquisadores que ocorre atualmente. A ideia, ao que tudo indica, ecoou entre os jovens. Mujica recebeu 64% dos votos dos uruguaios de 18 a 29 anos.
O primeiro passo para essa sonhada revolução tecnológica foi dada durante o governo de seu correligionário Tabaré Vázquez. Quase 400 mil laptops foram distribuídos nos últimos dois anos a professores e estudantes das escolas públicas. O Uruguai se tornou o primeiro país do mundo onde todas as crianças da rede oficial possuem laptops. Com a vitória de Mujica, o objetivo seria expandir a distribuição de computadores portáteis aos alunos do ensino médio. De acordo com os institutos de opinião, o chamado Plano Ceibal foi o maior feito do governo Tabaré, aprovado por 90% da população. Mesmo o rival de Mujica nas eleições, Luís Alberto Lacalle, definiu o projeto como “uma maravilha”.
O êxito da empreitada podia ser visto nas celebrações da vitória. Famílias inteiras compareceram à festa em frente ao comitê do candidato, às margens do Río de la Plata, e muitas das crianças levavam orgulhosas seu laptop a tiracolo. Vejo um avô e uma avó com a neta, todos levando à cabeça gorros de crochê nas cores vermelho, azul e branco da Frente Ampla, a coalizão que elegeu Mujica, e lhes pergunto a razão do apoio ao candidato da situação. Enquanto os avós ficam tímidos, a menina não hesita em responder: “Por causa do XO”.
XO é o modelo de computador portátil desenvolvido pelo laboratório multimídia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e apresentado por seu fundador, Nicholas Negroponte, em 2005, entusiasmando governantes ao redor do globo (Lula inclusive) por custar apenas cem dólares, o que não se concretizou. No Uruguai, o custo do projeto por criança foi de 260 dólares.
“Agora será introduzido um programa de inglês, para que os guris aprendam a língua praticamente sozinhos. Em pouco anos vamos ter uma população bilíngue. Com isso se cria a base para a sociedade do conhecimento”, disse o presidente eleito ao jornalista Samuel Blixen, autor de O Sonho de Pepe (editora Trilce), um dos oito livros que se publicaram recentemente no país sobre o ex-guerrilheiro. Dois deles estão entre os dez mais vendidos. O Sonho... é o segundo da lista.
Em um café nas proximidades da sede do Mercosul em Montevidéu, Blixen, veterano jornalista de esquerda que continua atuante no jornal semanal Brecha, aposta que outra mudança a ser promovida por Mujica como presidente será nas relações com Lula. “Apesar de se definir como esquerda, Tabaré se relacionou melhor com Álvaro Uribe”, diz Blixen, relembrando a Cúpula das Américas em Mar del Plata em 2005, quando o Uruguai assinou um acordo bilateral com o governo George Bush ante a oposição expressa de Lula. “Aliás, Tabaré manipulou até o final para que o candidato não fosse Pepe.”
O presidente eleito se encontra com Lula na terça-feira 8 em Brasília com a intenção justamente de sinalizar para as boas relações com o colega brasileiro, sobre quem já anunciou desejar ser “um clone”. Em relação ao Brasil, apesar das desavenças pontuais em questões de exportação, costuma dizer que “se os uruguaios forem inteligentes” não podem ser contra o gigante sul-americano e sim aproveitar-se disso. Juntamente com Lacalle, foi derrotada a proposta de que o país saísse do Mercosul.
Ao se aproximar de Lula, o presidente eleito pretende afastar a sombra de Hugo Chávez que pairou sobre si durante a campanha. Chávez e Mujica são de fato bastante próximos, mas analistas independentes não acreditam que isto possa render algo ao país além de convites ao venezuelano para saborear assados. Em termos práticos, se prevê que não vai haver nada, embora o próprio Mujica aposte em vantagens econômicas, sobretudo petrolíferas. As ligações entre os dois assanharam a direita do continente diante da virtual eleição de outro “bolivariano”.
Ansiosos por convencer os uruguaios da possibilidade de radicalização, no início de novembro partidários de Lacalle tentaram vincular o candidato da Frente Ampla à descoberta de um arsenal na casa de um contador. Não funcionou: em uma pesquisa posterior, 93% dos eleitores declararam que não iriam mudar seu voto. A poucos dias da eleição, o jornalista peruano Jaime Bayly causou indignação ao opinar que a eleição no Uruguai seria uma corrida entre velhinhos bêbados. “Ganhe quem ganhar, ganha Johnny Walker”, ironizou Bayly no canal de tevê colombiano NTN24.
No dia seguinte ao pleito, seria a vez do ex-presidente Julio María Sanguinetti criar polêmica ao declarar ao jornal O Globo que Mujica “não é um homem claro no que diz respeito a suas convicções democráticas, fala com desprezo sobre Constituição, Justiça, enfim, por alguma razão foi guerrilheiro e esteve tantos anos preso”. A frase caiu mal na própria imprensa uruguaia. O diário La República chegou a publicar editorial definindo Sanguinetti como um político “cada vez menos democrático”. O ex-presidente acabou distribuindo nota dizendo que as declarações foram dadas antes dos resultados.
Ao contrário do que disse Sanguinetti, o ex-guerrilheiro tem demonstrado que caminha em direção à centro-esquerda sem abrir mão de suas convicções socialistas. Fala de “reinventar” o capitalismo, de buscar o socialismo por outro caminho que não o de Cuba, “que está caindo aos pedaços de velhice”, e nem mesmo o da Venezuela. Sobre a liberdade de imprensa, desmente os detratores ao declarar que não pode, “a esta altura da vida, dividir a ideia de socialismo com a ideia de liberdade”.
Outra vertente da crítica direitista a Pepe Mujica foi a de que faz o elogio do “pobrismo” ao vociferar contra a “ditadura do consumo” ou até mesmo por viver numa chácara onde não há luxo algum. Lacalle tentou atacá-lo por aí, chamando a casa simples de Mujica de “casebre” e “buraco”. O ex-guerrilheiro respondeu que podia viver melhor, sim, mas preferia dedicar seu tempo a fazer as coisas de que gosta do que se preocupar em acumular dinheiro para bancar um estilo de vida que não é o seu.
Autêntico, Mujica não tem papas na língua. Prefere se comunicar com os eleitores em “lunfardo”, termo que designa um modo de falar típico da malandragem, embora seja mais uma maneira de se acercar ao povo do que sua única forma de expressão. Ao mesmo tempo que utiliza “puédamos” em vez do correto “podamos” (em português, “póssamos” e não “possamos”), para irritação da elite que o chama pejorativamente de “cantinflesco”, é capaz de discorrer horas sobre biometria, biotecnologia, engenharia genética, matemática ou filosofia.
Se por aqui a pré-candidata de Lula e também ex-guerrilheira Dilma Rousseff foi obrigada nos últimos meses a desmentir que tivesse participado pessoalmente de ações armadas durante a ditadura, esta não parece ter sido uma preocupação para os uruguaios. Mujica nunca se disse sequer arrependido do passado tupamaro. “No Uruguai se impôs a crença de que os tupamaros fizeram a defesa cidadã contra a ditadura”, afirma o analista político Ignacio Zuáznabar, para quem a Frente Ampla teria eleito “qualquer um” nas eleições em virtude principalmente das políticas sociais de Tabaré Vázquez, com redução expressiva do desemprego e da pobreza e melhoras na saúde pública.
A teoria do “poste” uruguaio cai por terra, porém, diante dos resultados finais da eleição. Pepe Mujica recebeu a maior votação da história, com 54,83% dos votos válidos.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Empregos públicos
17/11/2009 - 14:00
A demonização do funcionalismo
Por Marcio Flizikowski
Caro Nassif, proponho a você a abertura de uma discussão sobre um dogma que assumiu ar de verdade absoluta: o inchamento do Estado. Tornou-se comum na mídia a crítica do inchamento do Estado (com a acusação de aparelhamento) e supervalorização salarial dos servidores públicos.
Tal situação me deixa extremamente consternado, até porque sou servidor público.
Alguns dados são relevantes para desmistificar a questão do inchamento do Estado. O governo Lula levou a cabo a determinação constitucional de que os servidores públicos deveriam ascender aos seus cargos por meio de concurso público.
Até então, sob a ideologia neo-liberal do estado mínimo, tínhamos a administração pública abarrotada de contratos temporários (profissionais provenientes de processo seletivo simplificado) e contratos terceirizados (com empresas que forneciam mão-de-obra barata para a Administração. O resultado disso era a baixa qualificação, o fisionalogismo-paternalismo nas contratações e a falta de autonomia funcional (que levava os funcionários a atenderem os interesses dos ‘chefes’ e não ao interesse público).
Com a entrada dos CONCURSADOS, a realidade do serviço público foi modificando-se, profissionalizando-se e cada vez tornando mais eficiente e econômica a realização das atividades administrativas. Apenas como exemplo, o Ministério do Planejamento informou que apenas com o Pregão Eletrônico, a União economizou 3,8 bilhões em contratações em 2008. Esse valor é calculado pela diferença entre o valor de referência aprovado para a contratação e o valor obtido ao final do pregão, com a fase de lances e negociação com a empresa vencedora da licitação.
Apenas exemplificadamente, o órgão onde auto tinha um contrato de locação de veículos com motorista encerrado em 2006, no valor anual de R$ 694.515,72. Com a otimização da utilização dos veículos, com novos processos licitatórios e com um processo de licitação mais transparente, com ampla publicidade e negociação dos valores, o órgão está para assinar contrato para os mesmos serviços no valor de R$ 550.000,00. Ou seja, entre janeiro de 2.006, quando encerrou-se aquele contrato e novembro de 2009, o valor anual do contrato reduziu em 144 mil. Com um detalhe, esse valor é passível prorrogação até cinco anos. Ou seja, a economia real é de 144 mil, multiplicado por 5, totalizando 720 mil reais. A título de comparação, os servidores de nível superior lotados na área administrativa do órgão recebem um salário inicial de quase 9 mil reais. Apenas nesse contrato se garantiu o salário de um desses servidores (digamos, o responsável pela licitação) pelo período de quase seis anos, considerando 13o., férias e possíveis aumentos salariais em decorrência de progressão ou promoção funcional.
A crítica ao aumento do Estado é similar a você falar que prefere ter um funcionário barato, com salário de mil reais e que produz cinco mil reais em faturamento para a empresa, a ter um funcionário com salário de 10 mil que produz 100 mil reais em faturamento para a empresa.
Comentário
Ainda no Plano Cruzado, quando começou a campanha contra salários do funcionalismo, o Fernão Bracher – que nunca perdeu a visão de homem público – me alertava: vão desmontar o Estado.
Texto do blogue do Luis Nassif
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/17/a-demonizacao-do-funcionalismo/
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A Veja não foi feita para nós
Esse foi o obituário da revista veja para a morte da grande Mercedes Sosa?
"Mercedes Sosa, a cantora do bumbo argentina. Dia 4, aos 74 anos, de doenças associadas ao subdesenvolvimento latino-americano, como o mal de Chagas, em Buenos Aires."
O que é isso gente! Que revista de merda é essa? Não consigo acreditar. Essa "revista estadunidense escrita em portugês" como dizia o Arbex se não me engano, está chegando ao ponto máximo de retaliação a nós latino-americanos.
Que desprezo a nossa cultura latino-americana. A Mercedes Sosa é e sempre será a grande voz da nossa cultura. Cantando com vigor ela expurgava toda a opressão, a injustiça operada por uma elite que não tá nem aí para o povo.
E é essa elite que mantém essa revista, seja fazendo, seja comprando. Brasileiros latino-americanos essa revista não nos pertence, ela não foi feita para nós.
Postado por Lêandro às 14:27 1 comentários
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Confabulações e leituras
Sofro por amar a alegria gratuita, inocente e bela da natureza, percebendo que a economia pela qual trabalho e dependo está destruindo-a.
Postado por Lêandro às 22:21 0 comentários
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Infância III
Lembrança
Campinas essepê
A cidade mais longe
que uma criança vê.
Hoje lembro da viagem
como fosse na tevê.
Para o Tio Salu que me acolheu.
Postado por Lêandro às 15:16 0 comentários



